sexta-feira, 22 de setembro de 2017

3 892 - A. Brito em Santa Isabel e Minervina; FNLA no Caxito!


Alferes milicianos Carlos Silva e Jaime Ribeiro, capitão José Paulo Fernandes,
comandante Almeida e Brito, capitão José Paulo Falcão, o administrador da
 fazenda e o alferes miliciano Augusto Rodrigues numa das reuniões da Fazenda

 Santa Isabel, sede da 3ª. BCAV. 8423 dos Cavaleiros do Norte



O comandante Almeida e Brito deslocou-se à Fazenda Santa Isabel, à 3ª. CCAV. 8423, no dia 22 de Setembro de 1974, para «contactos necessários ao bom anda-
mento dos trabalhos militares».
O tenente-coronel que comandou os Ca-
valeiros do Norte do BCAV. 8433 chegou à fazenda na véspera, em boa verdade, la pernoitou e de lá seguiu para a Minervina - sempre acompanhado por oficiais da CCS. Desta vez, pelo capitão José Paulo Falcão (oficial adjunto e de operações) e o alferes miliciano Jaime Ribeiro (comandante do Pelotão de Sapadores). Neste caso, e de
acordo com o Livro da Unidade, em missão de «convívio e amizade».

Reconquista do Caxito
confirmada por Portugal

A FNLA reconquistou a cidade do Caxito, a 20 de Setembro de 1974 e a posição foi confirmada pelas autoridades portuguesas a 22 desse mês - hoje se fazem 42 anos.
«Assiste-se neste momento a intensa movimentação de forças daquele movimento e do MPLA, nas imediações do Caxito e da Barra do Dande», acrescentava a fonte militar portuguesa, citada pelo Diário de Lisboa, acrescentando que «este movimento pode ser pre-
núncio de uma contra-ofensiva do MPLA».
O MPLA, recordemos, tinha tomado o Caxito - a 53 quilómetros de Luanda - no dia 6 de Setembro, de lá expulsando a FNLA. E o Caxito era (é) «um impor-
tante eixo rodoviário» de ligação ao Porto de Ambriz e Carmona.
A perda do Caxito, para o MPLA e a semanas da independência (11 de No-
vembro), «levantava importantes problemas» à sua estratégia de avanço para o Ambriz e Carmona. Os seus dirigentes, porém, desvalorizaram a questão, «não se considerando excessivamente preocupados» e considerando a queda do Caxito como «um mero desaire». 

Araújo de A. Viçosa, 66
anos em Santo Tirso

O 1º. cabo operador-cripto Araújo, Cavaleiro do Norte de Aldeia Viçosa, festeja 66 anos amanhã, dia 23 de Setembro de 2017.
Mário Novais de Carvalho Araújo pertenceu à 2ª. CCAV. 8423 e regressou a Portugal no dia 10 de Setembro de 1975, no final da sua comissão em Angola. A Santo Tirso, de onde é natural e onde reside. Para lá vai o nosso abraço de parabéns!


quinta-feira, 21 de setembro de 2017

3 891 - O nascimento do bebé Mosteias; FNLA reconquistou o Caxito!

Cavaleiros do Norte da CCS dos Cavaleiros do Norte no varandim da messe
e bar de sargentos: os furriéis milicianos Viegas e Mosteias, que foi pai há
43 anos. Faleceu a 5 de Fevereiro de 2013, vítima de doença
O pai Luís Mosteias, furriel miliciano sapador da CCS
dos Cavaleiros do Norte, e o primogénito Luís João


O dia 21 de Setembro de 1974 foi um sábado, dia do nascimento do primogénito de Luís Mosteias, o único furriel miliciano matrimoniado da CCS dos Cavaleiros do Norte. Grande dia!
O blogger andava a vadiar, ao tempo e em férias pela imensa Angola, e só mais tarde soube do fausto acontecimento, partilhando-o quando chegou ao Qui- 
texe, em deliciosas brincadeiras que o saudável companheirismo dos furriéis milicianos permitia. Não houve um que não larachasse sobre a paternidade do pimpolho - nascido no Portugal europeu, enquanto o pai Luís jornadeava, muito saudoso, por terras uíjanas da africana Angola. 
As cavaqueiras sobre o «caso», as piadas jorradas sobre o novo estado do furriel miliciano sapador, foram naturalmente encaradas com bonomia e até prazer, diríamos, pelo inconsolado novo pai. Ele lá por Angola e o bebé com a jovem mamã e os cuidados e desvelos da família mais próxima. Viria a ser Luís João, como o pai!
Uma equipa de futebol da CCS do Quitexe. De pé, Afonso
(2º.), Moreira (?), 1ºs. cabos Grácio e Miguel e NN. Em bai-
xo, Cabrita, NN, Calçada, NN e Coelho 

Futebol entre subunidades
e civis do Quitexe e Aldeia Viçosa

Ao tempo, o comandante Almeida e Bri-
to deslocou-se ao Comando do Sector do Uíge (CSU), em Carmona para «tratar de assuntos operacionais», no âmbito dos «contactos necessários ao bom andamento dos trabalhos militares».
O comandante dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423, então tenente-coronel, deslocou-se ao mesmo CSU também nos dias 23, 25 e 27 de Setembro de há 43 anos «sempre acompanhado por oficiais da CCS do BCAV.».
O tempo, por esse tempo de jornada angolana, foi também tempo para a realização de «vários jogos de futebol entre as subunidades e equipas do Quitexe e Aldeia Viçosa». O torneio era, na prática, «uma extensão das actividades psicológicas junto das populações».
Notícia sobre a reconquista, pela FNLA, da
cidade de Caxito, 53 kms. a norte de Luanda

FNLA reconquistou
a cidade do Caxito

Um ano depois, a 20 de Setembro de 1975, um sábado, a FNLA reconquistou o Caxito - cidade que fica a 53 quilómetros a norte de Luanda e desde há semanas estava ocu-
pada pelo MPLA - depois de violentos combates entre os dois movimentos.
O anúncio foi feita pelo major Martins da Silva, porta-voz do Exército Portu-
guês e a cidade era um ponto estratégico no eixo rodoviário que liga com o porto de Ambriz e a cidade de Carmona - a «nossa» Carmona... -, duas praças fortes do movimento de Holden Roberto.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

3 890 - Cavaleiros a reforçar o BC12, avião da FAP apreendido pela UNITA

Grupo de Cavaleiros do Norte da CCS, no Quitexe. Atrás, 1ºs. cabos Soares, Oliveira e Soares, furriel
Rocha, 1º. cabo Estrela, Silva, alferes Hermida (de bigode), Zambujo, furriel Pires (TRMS),  Felicissímo
(de Zalala), 1º. cabo Mendes, Soares, 1º. cabo Pires (Fecho-Eclair, de mão no queixo) e NN. À fre
nte, NN,
 Costa, 1º. cabo Salgueiro, furriel Cruz e 1º. cabo Tomás

Cavaleiros do Norte de Zalala na gruta do Quijoão: furriéis
 milicianos Jorge Barata (falecido a 11/10/1997, de doença
e em Alcains), José Louro e José António Nascimento


O almirante Rosa Coutinho, Alto Comis-
sário em Angola, deslocou-se a Lisboa a  20 de Setembro de 1974, para «tratar com o Presidente da República alguns assuntos urgentes»Chegou pelas 9,20 horas da manhã e não prestou declara-
ções à imprensa. 
Os chamados «assuntos urgentes» ti-
nham a ver com Angola e, ao tempo, os Cavaleiros do Norte garantiam «liberda-
Furriéis milicianos Plácido Queirós e José António
 Nascimento, da 1ª. CCAV. 8423 (a de Zalala), na ilha
 de Luanda, em Agosto de 1975
de de trânsito em todos os itinerários» da sua ZA, em dias sucessivos sem descanso. A situação agravou-se quan-
do «foi solicitada ao BCAV. a cedência de 2 Grupos de Combate para reforçar o BC 12». Se já eram poucos, menos Ca-
valeiros do Norte ficaram para assegurar as suas tarefas.

O processo de
descolonização

Rosa Coutinho foi parco em palavras, na chegada a Lisboa, mas procurou desanuviar as causas e os efeitos de uma reunião da véspera, no palácio do Governador Geral de Angola (em Luanda), envolvendo «todos os oficiais dos três ramos das Forças Armadas, em comissão de serviço naquela colónia».
O almirante seria portador de documentação para o Presidente da República (o general Costa Gomes), mas não abriu o livro, argumentando, isso sim e relativamente à reunião da véspera, que tratava de «uma moção de apoio político à Junta Governativa» - a que ele mesmo presidia.
Os militares teriam, segundo a Agência ANI (citada pelo Diário de Lisboa, «aprovado uma moção sobre o processo de descolonização de Angola».
Notícia do Diário de Lisboa de 20 de Setembro
de 1975 sobre a situação em Angola

UNITA apreendeu
avião da Força Aérea

Um ano depois, no dia 20 de Setembro de 1975 - há precisamente 42 anos!... -, assistia-se a «uma certa estabilização nas várias frentes de combate».
O marechal Idi Amin Dada, presidente do Uganda e da Organização de Unidade Africana (OUA), «teria convidado os dirigentes dos três movimentos de liberta-
ção de Angola para uma reunião em Kampala, ainda este mês», com conheci-
mento do general Costa Gomes. Kampala, no Uganda.
«A resolução do conflito torna-se extremamente importante, tendo em conta os problemas que advirão com a transferência de poderes, se os três movi-
mentos (MPLA, FNLA e UNITA) não encontrarem um compromisso para a actual crise», reportava o Diário de Lisboa.
As notícias do dia davam conta de «mais um incidente envolvendo a UNITA», que, segundo o Diário de Lisboa, «desta vez e na cidade da Jamba, apreendeu um Nord Altas da Força Aérea Portuguesa».
O avião deslocara-se àquela localidade, a pedido da Mineira do Lobito, para «evacuar pessoal civil a companhia». O incidente levou a que uma delegação militar portuguesa se deslocasse a Nova Lisboa para «conversações com os dirigentes do movimento» liderado por Jonas Savimbi.
Monumento em Odivelas que evoca os combatentes
 do concelho que morreram na guerra do ultramar.
Um deles é Joaquim Manuel Duarte Henriques,
que foi Cavaleiro do Norte de Zalala. Faleceu, de

doença e no Hospital Militar de Luanda, a 21
de Setembro de 1974. Há 44 anos. RIP!!!

Morte do soldado
Henriques de Zalala

O 21 de Setembro é dia de luto para os Cava-
leiros do Norte: faleceu, de doença, em Luanda e em 1974, o soldado Henriques, da 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala.
Joaquim Manuel Duarte Henriques foi soldado atirador de Cavalaria e era residente em Odive-
las - ao tempo pertencente ao concelho de Loures, nos arredores de Lisboa. O seu corpo para foi trasladado para o cemitério local.
Solteiro e filho de João Pedro Henriques e Delfina da Conceição Duarte, adoe-
ceu em Zalala, repetidas vezes e, com cuidados que lá não podiam ser presta-
dos, foi evacuado para o Quitexe e depois para Luanda, onde faleceu no Hos-
pital Militar - a 21 de Setembro de 1974. Terá ainda passou pelo Hospital do Negage, como era usual nestas circunstâncias.
Hoje, 43 anos depois da sua morte, o recordamos com saudade. RIP!

terça-feira, 19 de setembro de 2017

3 889 - MPLA a 30 kms. de Carmona, a passagem à disponibilidade...

Cavaleiros do Norte da CCS em frente à Casa dos Furriéis do Quitexe: Aldea-
gase Reino (ambos furriéis milicianos da 3ª. CCAV.), Miguel (1º. cabo),
Monteiro, Viegas e Neto (furriéis milicianos) e tenente Mora

Cavaleiros do Norte da CCS, no Quitexe: Cabrita,
Calçada, um angolano e NN. Quem os pode identificar?


Há precisamente 42 anos, a 19 de Setembro de 1975, o blogger (furriel Viegas) passou à situação de disponibilidade. 
A respectiva carta de identificação mili-
tar (caderneta), todavia, só foi emitida a 10 de Agosto de 1976, quando, com o (furriel) Francisco Neto, nos deslocámos ao RC4, convocados pela Unidade.
A caderneta militar do
furriel Viegas
A carreira militar começara a 26 de Abril de 1973, passando pela recruta Escola Prática de Cavalaria, em Santarém, e a especialização no Centro de Instrução de Operações Especiais (CIOE), em Lamego. A mobilização foi publicada em Ordem de Serviço do CIOE.
A apresentação no RC4 - do Viegas, do Neto e do Montei-
teiro, que viriam a integrar o PELREC -  «nomeados para servir no ultramar», no BCAV. 8423, foi às 11 horas de 24 de Dezembro de 1973, véspera de Natal. A partida para Angola foi a 29 de Maio de 974, o regresso a 8 de Setembro de 1975.

FAPLA´s do MPLA a
30 kms. de Carmona!

A 19 de Setembro de 1974, o comandante Almeida e Brito deslocou-se a Aldeia Viçosa, onde se aquartelava a 2ª. CCAV. 8423, no âmbito dos «contactos operacionais e sempre acompanhado por oficiais da CCS».
Um ano depois (no mesmo dia de 1975), o MPLA mantinha «forte pressão militar, tanto na frente norte como na frente sul», para, respectivamente, desalojar a FNLA e a UNITA. Com esta «travava fortes combates na Quibala, a meio caminho entre Luanda e Nova Lisboa». O Diário de Lisboa de 19 de Setembro de 1975, há precisamente 42 anos, reportava que os combates podiam «ser decisivos para qualquer dos dois movimentos».
A norte e de acordo com o jornal, «o MPLA está a 30 quilómetros da  cidade de Carmona, uma das principais fortalezas da FNLA». E continuava a reagrupar forças para «uma poderosa ofensiva que visará também o porto de Ambriz».
Carlos Ferreira

Ferreira, cozinheiro,
65 anos em Santarém

O cozinheiro Ferreira, Cavaleiro do Norte da CCS do BCAV. 8423, está hoje em festa: comemora 65 anos!
Carlos Manuel da Piedade Ferreira é natural de Casais da Branca, em Santarém, e lá regressou a 8 de Setembro de 1975. Fez carreira profissional como condutor do Hospital Distrital de Santarém e, já aposentado, reside em Achede, neste mesmo concelho.
Será o organizador do encontro da CCS dos Cavaleiros do Norte, em Junho de 2018. Parabéns pelo aniversário. E venham mais e bons anos!
Francisco Pisco

Pisco de Aldeia Viçosa, 65
anos em S. João da Talha!

O 1º. cabo Pisco, combatente da 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa está hoje em festa dos seus 65 anos.
Francisco de Jesus Pisco foi atirador de Cavalaria e voltou a Portugal no dia 10 de Setembro de 1975. Ao lugar de Fonte da Dáspera, na freguesia de Alvito da Beira, em Proença-a-Nova. A vida levou-o para o Vale de Figueira, em S. João da Talha, concelho de Loures, onde reside. Para lá vai o nosso abraço de parabéns!

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

3 888 - Contra-subversão no Quitexe, o contrato dos trabalhadores do café...

O capitão José Diogo Themudo, à direita, que foi 2º. comandante dos Ca-
 valeiros do Norte do BCAV. 8423, com o capitão José Paulo Falcão (ofi-
 cial de operações) e o alferes miliciano João Machado (à esquerda)
Os furriéis milicianos José Augusto Monteiro e João Do-
 mingos Peixoto na rampa da messe de sargentos (de ofi-
 ciais antes) do Bairro Montanha Pinto, em Carmona 

A 18 de Setembro de 1974, reuniu a Comissão Local de Contra-Subversão (CLCS) do Quitexe, coordenada pelo tenente-coronel Carlos Almeida e Brito, comandante do BCAV. 8423.
A reunião, tal como já acontecera na do anterior dia 3, «incidiu especialmente sobre o problema dos trabalhadores» das fazendas de café.
Os trabalhadores, normalmente oriundos do centro de Angola, estavam ser aliciados «pelo IN e/ou agitadores» 
Cavaleiros do Norte na cantina do Quitexe. Da esquerda
para a direita, Gaiteiro, Serra, 1~- cabo Malheiro,  Auré-
lio (Barbeiro), Mendes (de óculos) e Miguel (condutor).
Em primeiro plano e de bigode, 1º. cabo Monteiro (Ga-
solinas), Cabrita e Calçada
com diversa «propaganda para fugirem ao contrato», o que, de acordo com o Livro da Unidade, «forçosamente terá reflexos no panorama económico do concelho», como, aliás, aqui já recordámos.
O IN «continuou apático todo o mês» - o de Setembro de 1974 mas «apesar disso, aumentou os contactos que vinham do antecedente, a acontecer». Contactos com as autoridades e com o povo.

MPLA a pressionar
a norte e a sul

O MPLA, há 42 anos e com o dia 11 de Novembro (o da independência de Angola) cada vez mais próximo, pressionava a norte e sul, para combater as forças da FNLA (nas províncias do Uíge e Zaire) e da UNITA (em Nova Lisboa, Silva Porto e Serpa Pinto).
A 52 dias de distância, as FAPLA (exército do movimento de Agostinho Neto) controlava, 121 das 16 províncias angolanas, embora, de acordo com o Diário de Lisboa, os seus dirigentes não deixassem de «manifestar preocupações especialmente no que respeita à situação do Norte».
Na verdade e para o MPLA, «seja qual for a posição das forças rivais no terreno, à data da independência, ficará sempre à FNLA a possibilidade de declarar independentes de Angola as províncias do Uíge e Zaire, dando nascimento a um novo Biafra».
O presidente Agostinho Neto, de resto, manifestou essa mesma preocupação numa entrevista ao enviado especial da France Press. «Estamos firmemente dispostos a resistir a todas as tentativas do imperialismo atacar o nosso país», disse o líder do MPLA, acrescentando que «não temos medo».
Coronel José
Diogo Themudo

Capitão Themudo, 
76 anos em Lisboa!

O capitão Themudo, agora coronel, foi 2º. comandante do BCAV. 8423 e está amanhã em festa: dia 19 comemora 76 anos!
José Diogo da Mota e Silva Themudo chegou a Carmona em Março de 1975, convidado pelo comandante Almeida e Brito para exercer aquelas funções - vagas desde a partida dos Cavaleiros do Norte para Angola, por «desvio» do major Ornelas Monteiro para a Guiné.
O capitão Themudo, quando chegou a Angola oaea uma companhia entretanto desactivada, já tinha feito duas comissões (Angola e Moçambique) e a carreira militar continuou em Portugal, atingindo a patente de coronel. Aposentou-se aos 57 anos, em 1998, depois de ter sido comandante de um dos Regimentos de Cavalaria da GNR - «dividido» pelos quartéis da Ajuda e Estefânia, com lideran-
ça na CCS, esquadrão motorizado, em dois esquadrões a cavalo, e brigadas de trânsito. Também comandou a PSP de Santarém (durante 5 anos) e foi 2º. co-
mandante da Regimento de Cavalaria de Santa Margarida, o antigo RC4 - a uni-
dade mobilizadora do BCAV. 8423, em finais de 1973.
Mora em Lisboa, dedicaca-se a actividades equestres, e para lá vai o nosso abraço de parabéns, embrulhado no voto de muitos mais e bons anos de vida!
João Leirinhas

Leirinhas de Zalala, 
65 anos em Gaia !

O soidado Leirinhas, combatente da mítica Fazenda de Zalala, festeja 65 anos a 18 de Setembro de 2017. Hoje mesmo!
João Ramos Leirinhas foi atirador de Cavalaria da 1ª. CCAV. 8423, integrando o 1º. Grupo de Combate, comandado pelo alferes mi-
liciano Mário Jorge de Sousa. Regressou a Portugal e a Canidelo (Vila Nova de Gaia) no dia 9 de Setembro de 1975 e lá reside, sendo habitual participante dos encontros dos Cabvaleiros do Norte de Zalala. Parabéns!

domingo, 17 de setembro de 2017

3 887 - Aliciamento dos trabalhadores, MPLA prepara ataque a Carmona e Ambriz

Cavaleiros do Norte em Aldeia Viçosa: 1º. sargento Fernando Norte (de cos-
tas), alferes Carvalho de Sousa, capitão miliciano José Manuel Cruz (coman-
 dante da 2ª. CCAV. 8423), tenente-coronel Almeida e Brito (comandante
do BCAV. 8423), alferes João Machado e Jorge Capela e furriel José F. Melo 
Furriéis milicianos da 3ª. CCAV. 8423 a de Santa Isabel:
 Fernandes, Victor Guedes (falecido a 16 de Abril de
 1998, de doença e em Lisboa), Querido e Belo

A 17 de Setembro de 1974, o coman-
dante Almeida e Brito reuniu a Comis-
são Local de Contra-Subversão (CLCS) do Quitexe, para analisar a situação política e militar da Zona de Acção (ZA)( dos Cavaleiros do Norte.
Almeida e Brito era o comandante do BCAV. 8423 e, ao tempo, «o IN e/ou agi-
tadores», de acordo com o Livro da Unidade, começaram «incrementar
propaganda aliciante dos trabalhadores das fazendas para fugirem a contrato», o que, concluía  LU, «forçosamente trará reflexos no panorama económico do concelho»
O problema nem era militar, valha a verdade, era «meramente administrativo» e, por outro lado, ainda de acordo com o Li-
vro da Unidade, «não tem (teve) ainda o significado, nem pa-
ralelismo, do existente nos concelhos limítrofes». No entan-
to, «começa a tomar volume que se pode considerar elevado e que terá, forço-
samente, reflexos negativos no bom andamento do processo regressivo da presença das tropas e da descolonização».
Bem «avisado» andava o comandante Almeida e Brito.
Holden Roberto no Ambriz, notícia do Diário
de Lisboa de 17 de Setembro de 1975

MPLA a preparar ataque
a Carmona e Ambriz!

Um ano depois, com os Cavaleiros do Norte com missão terminada e já nas suas terras e com as suas famílias, relatava o Diário de Lis-
boa de 17 de Setembro que «mantém-se calma a situação nas frentes de com-
bate angolanas». Acrescentava o vespertino da capital portuguesa que «desde o fim de semana que não se assinalam confrontos relevantes entre os três mo-
vimentos». Só que, admitia o jornal, «esta calma poderá corresponder a uma reorganização militar dos diversos campos, antecedendo novas batalhas».
As agências internacionais admitiam como «provável que o MPLA esteja presentemente a reagrupar as suas forças para uma grande ofensiva na frente norte, contra Ambriz e Carmona os grandes bastiões da FNLA».
Ambriz, onde supostamente estaria o presidente da FNLA, Holden Roberto - a comandar pessoalmente as suas forças. Carmona, a capital do Uíge de onde os Cavaleiros do Norte saíram a 4 de Agosto desse ano de 1975. Há 42!
A FNLA, de acordo com a notícia do Diário de Lisboa de 17 de Setembro de 1975, «encontra(va)-se isolada e com grandes dificuldades de reabastecimen-
to, dado que as principais vias utilizadas para o efeito estão sob o controlo do MPLA». Em Luanda, reportava o Diário de Lisboa, «a calma é total».

Cavaleiros de Aldeia
Viçosa em Oleiros

Os Cavaleiros do Norte da 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa e do capitão miliciano José Ma-
nuel Cruz, tem encontro anual marcado para o próximo dia 30 de Setembro de 2017. Um sábado e na vila de Oleiros, no restaurante Callum do Hotel Santa Margarida.
A concentração será no jardim municipal oleirense, às 10 horas (com almoço marcado para as 13), e a organização local é de Mário Mendes de Almeida (contactável pelo telefone 965194696), mas as marcações são com o (ex-furriel miliciano) Rafael Ramalho (266707300 e 966095508 e o (ex-1º. cabo) José Maria Beato (224221948 e 963573376).



sábado, 16 de setembro de 2017

3 886 - Patrulhamentos permanentes entre Quitexe e Carmona

Cavaleiros do Norte no Quitexe, num momento de descontracção musi-
cal: os furriéis milicianos Peixoto, Neto e Viegas (de óculos). Era a fingir,
pois nenhum deles tocava o qualquer instrumento que fosse...

Henrique Esgueira, à esquerda, condutor
  da CCS, com dois Cavaleiros do Norte.
Quem os reconhece?

A 16 de Setembro de 1975, uma terça-feira e há precisamente 42 anos, «a calma é (era) total em Luanda», cidade controlada pelo MPLA e onde se confirmava que «o êxodo da população branca há várias dias que vem enfraquecendo».
A véspera fôra tempo de o representante da UTA ser surpreendido, segundo o relato do Diário de Lisboa, por «não encontrar qualquer passageiro para o voo diário fretado pelo Governo Francês, com destino a Lisboa». Um Boeing 707 da Força Aérea Alemã e um Liunchym da Alemanha de Leste «tinham embarcado os desalojados inscritos nos seus voos».
O dia 15 foi também tempo para se iniciarem «os voos directos para o Porto», devido ao
A Estrada do Café, que liga Luanda a Carmo-
na, actual cidade do Uíge, na saída do Qui-
 
texe para a capital provincial. Repare-se
 nos modernos candeeiros de iluminação. A
imagem (apanhada na net) é de 2012 
congestionamento do aeroporto de Lisboa e evacuando desalojados de Angola. Lá chegou um avião da TAP com 160 passageiros, logo levados para a Fábrica de Conservas Serrano, em Matosinhos, «onde lhe foram prestados os primeiros serviços de assistência»A FNLA estava limitada aos seus bastiões do norte: Ambriz e Carmona. A «nossa» Carmona!


Patrulhas permanentes
 e operações «stop»

Um ano antes, a 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala e do capitão Davide Castro Dias, recebeu três reforços, oriundos dos Grupos de Mesclagem: Pedro Gila, Justino Nambu e Pena C. Messa. Todos do Regimento de Infantaria 20 (RI20), de Luanda.
Os Cavaleiros do Norte continuavam com «permanentes patrulhamentos na ZA, nomeadamente nos pontos críticos em redor dos centros urbanos e aquar-
telamentos», assim como, refere o Livro da Unidade, «às diversas fazendas».
O Livro da Unidade, de resto, sublinha que «mereceu também a maior atenção a garantia de liberdade de trânsito em todos os itinerários, com maior incidência para o itinerário entre o Quitexe e Carmona». Para tal e «para além de aumentar o número de patrulhamentos realizados, variando-os  no tempo e no espaço, passaram a ser diariamente executadas operações «stop», com vista a efectivar o controlo de  passageiros e de mercadorias em trânsito, destas nomeadamente armamento e munições».
O furriel Viegas e o (seu) amigo
Albano Resende na ilha de Luanda

Férias por toda
a Angola!

O mês de Setembro de 1974 foi tempo para férias angolanas do blogger, que as passou por Luanda, Gabela, Novo Redondo,  Nova Lisboa, Sá da Bandeira e Moçâmedes, Silva Porto, Lobito e Benguela, por aí fora..., visitando familiares e amigos/conterrâneos.
Foram semanas magníficas, não só pelo conforto do encontro com toda essa gente mais próxima e íntima, como pela descoberta da imensa e enfeitiçante Angola, viajando de avião de automóvel, de autocarro, à boleia e de comboio. Quem dera lá poder voltar!!!

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

3 885 - Combates no Luso e ofensiva para Carmona e Zaire

Cavaleiros do Norte da 2ª. CCAV. 8432, a de Aldeia Viçosa, todos furriéis
milicianos: António Rebelo, António Guedes, Amorim Martins, Jesuíno
 Pinto (falecido a 3 de Maio de 2017, de doença e em Vila Verde) e João Brejo 

Cavaleiros do Norte da 3ª. CCAV. 8423, a de Santa Isabel:
furriel Agostinho Belo,  Novo (de azul) e  Carrilho. Em baixo,
alferes Carlos Silva, Carlos Carvalho (que hoje faz
65 anos, na Mealhada) e Reguila
 

A segunda-feira de 15 de Setembro de 1975 confirmou «a continuação da ofensiva do MPLA, simultâneamente em duas frentes: a norte, contra a FNLA; a sul, contra a UNITA».
Os principais combates registaram-se na cidade do Luso, «havendo certa confusão sobre quem assegura o con-
trolo da cidade», como noticiava o Diário de Lisboa. Na verdade, tanto a UNITA do presidente Jonas Malheiro Savimbi como o MPLA de António Agostinho Neto «reclama(va)m vitória nas confrontações naquela região e o controlo da cidade».
O Luso tinha estado em poder da UNITA, que recentemente, a esse tempo de há 42 anos, o perdera para o MPLA, o que «originou uma contra-ofensiva do movimento de Jonas Savimbi, iniciada na semana passada».
A norte, os combates, ou as contra-ofensivas e como ainda ontem aqui lem-
brámos, eram pelo controlo do Zaire e de Carmona - feudos da FNLA. Carmo-
na, cidade de onde os Cavaleiros do Norte tinham saído a 4 de Agosto de 1975.
Notícia do Diário de Lisboa
sobre o encontro dos Pre-
sidentes Mobutu e Spínola



Encontro do Sal entre
Spínola e Mobutu

Um ano antes, no dia 14 de Setembro de 1974, o Presi-
dente da República António Spínola reuniu com o Pre-
sidente do Zaire (Mobutu Sese Seko), na ilha do Sal (Cabo Verde), para analisar a situação de Angola.
O Partido Cristão Democrático de Angola (PCDA), em comunicado publicado na primeira página do jornal A Província de Angola, em Luanda, «deplora(va) que as conversações tenham decorrido sem prévio conhecimentos dos partidos e rodeadas de sigilo, o que significa, em linguagem simples, serem todos ou parte dos agrupamentos políticos de Angola excluídos do conhe-
cimento do conteúdo dessas negociações».
O PCDA era um partido emergente do 25 de Abril e reafirmou que «a solução dos problemas políticos angolanos incumbe unicamente à população de Angola, por intermédio dos seus partidos políticos».
Ao tempo, os Cavaleiros do Norte jornadeavam por terras do Uíge: no Quitexe (a CCS, comandada pelo capitão SGE António Oliveira), na Fazenda Zalala (a 1ª. CCAV. 8423 do capitão miliciano Davide Castro Dias), em Aldeia Viçosa (a 2ª. CCAV. 8423 do capitão miliciano José Manuel Cruz) e Fazenda Santa Isabel (a 3ª. CCAV. 8423 do capitão miliciano José Paulo Fernandes).

Carlos Carvalho


Carvalho de Santa Isabel, 
65 anos na Mealhada !

O soldado atirador Carvalho, da 3ª. CCAV. 8423, está hoje em festa, dia 15 de Setembro de 2017: comemora 65 anos!
Carlos Alberto Baptista de Carvalho é natural e reside no Bar-
couço, na Mealhada - terra universalmente famosa pelo leitão assado à Bairrada -, para onde voltou a 11 de Setembro de 1975, no final da sua (e nossa) comissão em Angola. Vai ser o organizador do encontro dos Cavaleiros do Norte da Fazenda Santa Isabel no ano de 2018.
Para ele, vai o nosso abraço de parabéns!

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

3 884 - MPLA a avançar para Carmona, calma na cidade de Luanda!

Furriéis milicianos na entrada do bar e messe de sargentos do Quitexe: Ri-
beiro, Fernandes, Viegas, Belo (de óculos), G. Lopes (encoberto), Bento,
Costa (morteiros) e Flora. À frente, Rabiço, Graciano e Abrantes (de cachimbo
Norberto Morais e António Lopes, furriéis milicianos da
CCS. Atrás, o bar e messe de sargentos do Quitexe



A 14 de Setembro de 1975, já com os Cavaleiros do Norte no conforto das suas gentes mais íntimas, pela Angola que tinha sido nossa casa nos últimos 15 meses, o MPLA continuava as suas ofensivas: a sul, contra a UNITA; a norte, frente à FNLA.
Carmona, bastião do  movimento de Holden Roberto, era um dos alvos do
A distância, em mapa, de Calandula a Uíge,
a então cidade de Carmona (até 1975)
 movimento de Agostinho Neto e, nesse fim de semana, travaram-se violentos combates perto da cidade de Duque de Bragança (actual Calandula), a uns 200 e pouco quilómetros da «nossa» Carmona - Uíge, depois da indepen-
dência e capital da província do mesmo nome.
O MPLA, em comunicado, anunciou que «as forças rivais bateram em retirada» e que as suas tropas «prosseguiram em direcção àquela cidade». A ofensiva das FAPLA - o exército de Agostinho Neto - referia o Diário de Lisboa, «insere-se na progressão das suas forças em direcção a Carmona e Ambriz, iniciada após a expulsão da FNLA da área da Barra do Dande».
Notícia do Diário de Lisboa de há 42 anos 

Calma em Luanda e
portugueses a voltar

Os jornais da época davam notícia que «rei-
na(va) a paz em Luanda» e muitos dos que tinham viajado para Lisboa, a fugir à guerra, estava a regressar à capital angolana.
O enviado especial da Agência AFP, Pierre Cayrol, noticiava que «o êxodo dos portugueses para a metrópole regista, desde há dias, nítido abrandamento», depois de «uma emigração maciça», especialmente da «população branca, com medo da guerra». Todavia, registava Pierre Cayrol, «grande parte da po-
pulação branca que ainda reside em Luanda e outras cidades - cerca de 150 000 pessoas - começa a hesitar em deixar Angola».

Cozinheiro Duarte, 65 
anos em C. Branco !

O soldado cozinheiro Duarte, Cavaleiro do Norte da CCS do BCAV. 8423, no Quitexe, está hoje em festa: faz 65 anos!
Joaquim da Ressureição Duarte, de seu nome completo, nas-
ceu a 14 de Setembro de 1952, na freguesia de Almaceda, no concelho de Castelo Branco. Voltou lá a 8 de Setembro de 1975, no final da comissão em Angola, e dele apenas sabemos que actualmente reside na cida-
de de Castelo Branco, na Rua do Proença. O nosso voto, nesta sua data de festa, é que esteja na melhor das formas físicas e que por lá continue de boa saúde e bem de vida.
Artur Gameiro

Gameiro de Aldeia Viçosa,
63 anos em Ourém !

O soldado clarim Gameiro foi Cavaleiro do Norte da 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa, e faz 63 anos a 14 de Setembro de 2017.
Artur Mendes Gameiro é natural e então residia no lugar do Cer-
cal, freguesia de Espite, em (Vila Nova de) Ourém, lá regressando a 10 de Setembro de 1975. Por lá continuou e lá mora, agora na Rua dos Moinhos. É habitual participante dos encontros da 2ª. CCAV. 8423 e para ele vão os nossos parabéns pela feliz data natalícia, com votos de que a repita por muitos e bons anos.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

3 883 - Floro surpreendeu a mulher. em dia dos anos dela!

Cavaleiros do Norte da 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa, todos furriéis mi-
 licianos, em hora de leitura de correio: Carlos Letras, José Manuel Costa
(que hoje faz 65 anos), António Artur Guedes e José Gomes

Cavaleiros do Norte de Santa Isabel, a 3ª. CCAV.
8423: Batalha (tapado pelo Novo), capitão José
 Paulo Fernandes, 1º. cabo Floro Teixeira, Abílio
 e Mário. À frente, José Novo, furriel José Lino,
Carvalho e Friezas


O Floro foi 1º. cabo enfermeiro da 3ª. CCAV. 8423 veio dar-nos nota da sua chegada a Portugal, na tarde da 11 de Setembro de 1975, e da surpresa que deu à esposa. «Foi um dia inesquecível, era o dia dos anos dela e aparecei de surpresa», disse ao blogue.
Floro Gomes Teixeira foi 1º. cabo enfermeiro e Cavaleiro do Norte da Fazenda Santa Isabel depois do Quitexe e de Carmona e tem 11 de Setembro de 1975 «bem gravado na memória». «Saímos de manhã de Luanda e chegámos a Lisboa por volta das 5 ou 6 hora da tarde», recorda-se o enfermeiro Floro, também lembrado que, com o Rosado, escriturário, «fomos de táxi, do aeroporto até ao Cais do Sodré».
O rio foi atravessado de barco, até Cacilhas e, daqui, «de camioneta para Setúbal». «Eu saí no Laranjeiro, continuou o Rosado para Setúbal, onde morava», contou o Floro Teixeira, bem lembrado da surpresa feita à mulher - que, grávida de emoção, de olhos e coração pasmados da surpresa, se deixou cair nos seus braços, feliz!
«Recordações destas nunca mais esquecem», sublinhou ele, recuado na memória do momento feliz de há 42 anos, abraçar a mulher que o esperava há 15 meses, enlutada do seu amor maior, que tinha partido para a guerra.
João Messejana

Morte do atirador
João Messejana

O soldado atirador Messejana faria hoje 65 anos - dia 13 de Setembro de 2017. Faleceu a 27 de Novembro de 2009.
João Manuel Pires Messejana foi atirador de Cavalaria do PELREC e regressou a Portugal no dia 8 de Setembro de 1975. A Lisboa, onde residia na rua Augusto Machado. O furriel António Cruz encontrou-o, há muitos anos, como Polícia (PSP ou Municipal) e sabemos que, mais tarde, teve alguns problemas de saúde. Hoje o recordamos com saudade. RIP!
José Manuel Costa

Costa, Monteiro e Botelho,
festas dos 65 anos !

O Costa, o Monteiro e o Botelho estão hoje em festa: comemoram 65 anos.
José Manuel Cerqueira da Costa foi furriel miliciano atirador de Cavalaria da 2ª. CCAV.. 8423, a de Aldeia Viçosa. Aposentado da SAPEC, vive em Santa Cruz do Bispo, Matosinhos.
Armando Monteiro dos Santos é natural e residente na Quinta dos Bentos, na Guarda. Integrou o grupo de Cavaleiros do Norte do Parque-Auto, no Quitexe.
Belarmino da Conceição da Silva Botelho foi soldado cozinheiro da 2ª. CCAV. 8423. Natural de Mós, freguesia de Ferreirim, em La,ego, mora em Lisboa, na Freire Torrinha.
Para o trio de Cavaleiros do Norte, vão os nosso abraços de parabéns!

terça-feira, 12 de setembro de 2017

3 882 - O MPLA a 100 quilómetros de Carmona, os «zalala´s» em 2018!

Cavaleiros do Norte de Zalala no encontro de 2017, a 9 de Setembro e em Fá-
tima: condutor Vargas e esposa, Mário Costa (clarim) e condutores José Ro-
mão e Orlando Oliveira (e esposa). Felicidade, camaradagem e saudade!
Cavaleiros do Norte de Santa Isabel: capitão José Paulo
Fernandes e os alferes Pedrosa de Oliveira, Carlos Silva,
Mário Simões e Honório Campos (médico) 


A 3ª. C CAV. 8423 foi a última do BCAV. dos Cavaleiros do Norte a chegar a Portugal, depois da jornada africana o Uíge angolano. Há precisamente 42 anos: 12 de Setembro de 1975.
Tinha sido a última a partir, a 5 de Junho de 1974, chegando à Fazenda Santa Isabel seis dias depois (a 11) e no re-
gresso houve atraso horário na partida de Luanda. Foi também a última Com-
panhia portuguesa a aquartelar-se na saudosa vila do Quitexe, de onde defi-
Notícia do Diário de Lisboa de há 42 anos
nitivamente e saiu a 8 de Julho de 1975. A ro-
tação começara no dia 1, quando, para Carmo-
na, rodou um grupo de combate.

Notícias de Carmona,
praça forte da FNLA

O dia coincidiu com notícias de Carmona, de onde os Cavaleiros do Norte saíram a 4 de Agosto. O Uíge e o Zaire continua-
vam a ser as praças fortes da FNLA (entretanto obrigada a sair do Caxito) e o MPLA estava a 100 quilómetros da cidade. 
«O MPLA definiu dois objectivos prioritários: expulsar o seu adversário de Ambriz (a ocidente) e Carmona (a leste). A relativa facilidade com que tomou Caxito - foi coisa de poucas horas - avivou o optimismo do MPLA», noticiava do Diário de Lisboa desse dia 12 de Setembro de 1975.
O MPLA, nessa altura, ocupava 12 das 16 províncias de Angola - incluindo Luanda. A UNITA dominava a área de Nova Lisboa (Huambo) e Silva Porto. A FNLA «dominava sobretudo o extremo norte do país»,  as províncias do Zaire e Uíge. Outra frente de combate do MPLA (para além do avanço sobre Carmona e Ambriz) era Nova Lisboa, de onde pretendia «desalojar a UNITA»,  a partir de Sá da Bandeira. Dois dias antes, quarta-feira, já tomara Caconda - a meio caminho entre as duas cidades.

Os furriéis milicianos João Dias e Américo Ro-
drigues, organizadores do encontro  de 2017

Zalala em Fátima,
até para o ano!

O furriel João Dias (TRMS) foi quem organizou a parte gastronómica do encontro dos Cava-leiros do Norte de Zalala, em Fátima - a 9 de Setembro de 2017. Mas não só: também lhe coube «a parte de contacto e confirmação de presenças», o que não é tarefa fácil, foi, de resto, diz ele, «bem mais complicada, sem retirar o mérito do Rodrigues na organização do pessoal do Norte». Coube-lhe também a tarefa de «providen-
ciar a aquisição das lembranças entregues aos participantes», acrescentan-
do que, sublinhou, «ainda que tenho de optar pela escolha de 300 e tal foto-
grafias, que vou ter que visionar, escolher e difundir por quem tem internet».
Ao usar da palavra, sugeriu que «alguém assumisse a organização de 2018, mas o certo é  que ninguém se chegou à frente»Certamente não faltará quem organize o dia grande dos Cavaleiros do Norte de Zalala.
Albino Dias no Quitexe em 1974

Sapador Albino Dias,
65 anos em O. Azeméis
Albino M. Dias
em 2017

O soldado sapador Albino Dias está hoje em festa, dia 12 de Setembro de 2017: comemora 65 anos.
Albino Marques Dias integrou o pelotão comandado pelo alferes miliciano Jaime Ribeiro e é natural do lugar e freguesia de Loureiro, no concelho de Oliveira de Aze-
méis. Sofria de ataques epilépticos, por isso era alimentado na messe de oficiais, e foi evacuado do Quitexe em Feve-
reiro de 1975, passando pelo Hospital do Negage e a caminho do Hospital Mi-
litar de Luanda. Regressou a Portugal a 26 de Fevereiro de 1975 e vive na sua terra natal, já aposentado há 4 anos e depois de ter sido funcionário da Câma-
ra Municipal de Oliveira de Azeméis. Parabéns!!!